Desde a adolescência tenho gosto por escrever. Ainda quando cursava teologia me arrisquei escrever algumas coisas. Ao longo do tempo e de muitas reflexões e leituras desanimei de escrever. Eu li tantas “rasuras”, provocadas pela falta de coerência textual, nexo de causalidade ou pela falta de profundidade que desanimei. Me preocupo com a quantidade de bobagens que vejo inclusive sendo publicas e lançadas como livros, aí penso: será que o que escrevo não é visto assim também? Respeito a coragem de quem decide publicar. Lembrei de alguém que escreveu um livro no tempo da juventude, e com a experiência e o aprofundamento no conhecimento, veio o arrependimento de ter escrito o que escreveu. Já tive texto bastante comentado, outros que passavam quase despercebidos, já tive amigos e pessoas que faziam questão de ler o que eu escrevia, outros, se tornaram quase inimigos e antipáticos a mim por meus textos. Já há algum tempo não escrevo nada, apesar de ter acumulado algumas experiências, diante das quais poderia ter produzido sobre temas relevantes, como família, amizade, igreja e os de cunho teológico. Além disso, muita coisa andou acontecendo em um cenário mais amplo que até gostaria de ter emitido opinião, mas preferi o silêncio.
No dia 31 de dezembro de 2011, escrevi 12 lições para o ano de 2012, foi o texto que meditei com a igreja no Culto do Novo, postei no site da igreja, no meu blog, que já não recebia postagens ha muito tempo, além claro do Facebook. Mandei para os contatos de E-mail e recebi algumas respostas, comentários de quem jamais esperei e um e-mail que deu razão a este texto. E-mail de Eliane Eugênia Abranches, este faço questão de transcrever na integra:
“Olá Pr. Rogério, como vai? Foram bem de festas? A Thaísa e a filhona estão bem?
Estou com saudades.
Parabéns pelo texto: PARA REFLETIR (Ec. 9.10). Estou arquivando em minha pasta…
Quero aproveitar a oportunidade para pedir para que escreva um artigo sobre educação voltando para a nossa área: teologia (fazendo um link com o CEFORTE) para que possa publicar no site?
Aguardo sua resposta. Um abraço.
Eliane Eugenia.”
A Eliane, foi minha coordenadora pedagógica quando eu fazia parte do corpo docente do Ceforte em Petrópolis/RJ, me ajudou muito na adequação do conhecimento para a sala de aula. Eliane sempre leu meus textos e arquivava em uma pasta, depois de muito tempo, a pasta ainda existe.
Bom, talvez não escreva o texto que ela pediu, mas escrevo este aqui, para dizer apenas o seguinte: O e-mail da Eliane veio com um poder enorme, trouxe uma carga gigantesca de incentivo e motivação. Talvez essa mensagem me faça produzir bastante. Há um poder muito grande no incentivo que recebi. Vale muito incentivar alguém no talento que ela possua, e se escrever é um talento que tenho, a Eliane é a maior incentivadora. Minha gratidão e carinho a Eliane por tudo!
Rogério Barros
Revisão: Noele Bruno







