Feeds:
Posts
Comentários

Reflexão no texto de Números 13:25 em diante. Depois de quarenta dias caminhando e observando a terra prometida os doze espias retornam ao arraial do povo de Israel e diante de toda congregação liderada por Moisés e Arão, relatam o que viram e ouviram e provaram.

Os pontos iniciais são comuns a todos os espias, todos concordam que a terra é muito boa, que mana leite e mel, que é delicioso viver ali, que produtiva, que tem fontes de águas, que tem uvas maravilhosas, eles apresentam o fruto da terra. Entretanto a conclusão de dez espias é completamente antagônica à de dois deles: Dez dizem: “a terra é boa, mas é terra que devora os seus moradores” fazendo uma referência a possível competitividade e a uma dinâmica de vida com riscos e problemas. “Há gigantes na terra”, ou seja, a terra é para gente grande. Para dez espias havia uma impossibilidade de habitar a terra imposta pela necessidade de vencer gigantes. Eles “super-dimensionaram” o problema dizendo “todos os homens são de grande estatura”. Eles diminuíram suas potencialidades, “éramos como gafanhotos diante deles”.  Eles se enfraqueceram ante a aparente força dos gigantes, “o povo que habita na terra é poderos, as cidades mui grandes e fortificadas”.   O relato dos dez espias trazia a saudade da escravidão e o desejo de desistir de tudo. Para eles era preferível voltar e morrer escravos a lutar e vencer gigantes na busca da concretização da promessa de vida abundante e liberdade. Esse era o espírito que dominava dez dos espias depois que voltaram da terra prometida. Medo, inferioridade, covardia, incredulidade, antecipação da derrota.

Mas, dois deles havia outro espírito (Nm 14:24,30), espírito que se revela nas palavras e atitudes da dupla. Qual a conclusão deles: “A terra é nossa, vamos possuí-la, Deus está conosco, eles estão desamparados, vamos devorá-los”. “Se o Senhor se agradar de nós, nos fará entrar na terra, terra muitíssimo boa”, com está frase os dois espias estabeleceram o critério que prevaleceu na vida de toda uma geração e deles mesmo, ou seja, toda uma geração que foi influenciada pelo espírito dos dez espias não entrou na terra, isto porque, não agradou a Deus. Já Josué e Caleb entraram na terra exatamente por terem agradado a Deus. O espírito deles agradou a Deus. Espírito de fé, de coragem de ousadia, de intrepidez. Espírito que não vê limite para Deus. Espírito que diminui os problemas e exalta a Deus. Espírito que supera as dificuldades pela ação da fé. Espírito que acredito no que Deus promete e está pronto a lutar por isso. Espírito que está pronto e sofrer com as pedradas dos opositores, mas confiante na manifestação da Glória de Deus.

Qual o seu espírito?

(Inspirado no texto de João 8:1-11)

 A frase “ela foi apanhada em flagrante adultério”, demonstra a culpa irrefutável da mulher adúltera. Ela estava realmente adulterando e em casos como o seu a sentença já estava definida, o apedrejamento. “Homens” apanharam uma mulher, que já havia sido apanhada por Deus. Deus já viu as intenções, os planos e a execução, portanto somente Ele é capaz de acusar a partir de provas realmente verdadeiras. Os homens vieram depois, e com eles se manifestou o desejo de sepultar com pedras a história daquela mulher, para aqueles homens a mulher era apenas um detalhe na trama contra o próprio Deus,em Cristo Jesus. Ela era descartável, “apedrejável” e deveria apenas ser eliminada.

Na verdade, o desejo daqueles homens era apedrejar o próprio Jesus. Caso Ele dissesse algo que fosse considerado blasfêmia contra a Lei de Moisés, Ele mesmo seria apedrejado. Jesus então promove o encontro da consciência humana com Deus, e nessa hora o homem não consegue fugir. O que é maravilhoso nessa cena é que Deus apanhou todos aqueles homens em flagrante “adultério”, e todos eles tinham acusações contra si. Todos estavam “adulterados”, eles precisavam, assim como aquela mulher, de um novo nascimento.

E agora, o que aprendemos? Ninguém, por mais “santo” que se mostre, por mais íntegro que pareça, por mais “divino” que se apresente, está em condições de condenar quem quer que seja. Vejamos, se Jesus Cristo, que não tinha pecados, não atirou pedras, mas ofereceu àquela mulher a oportunidade de caminhar em novidade de vida, na medida em que lhe propõe – “Eu não te condeno, vai-te e não peques mais” –, ninguém mais tem direito de condenar pecadores.

Jesus mostrou-nos que não devemos condenar pessoas, sepultá-las com pedras de olhares, de indiferenças e de maldades. Jesus mostrou-nos que o Deus que antes de todos, vê todos os atos cometidos por todos, alinhando a consciência humana em um prumo que não deixa ninguém escapar.

Última lição que Jesus nos dá é o resultado implícito nas ações. A mulher teve a chance de recomeçar sua história, por mais explícito que tenha sido seu ato, mais condenável que tenham sido suas ações, por pior que tenha sido seu testemunho e conduta.  Portanto,em Cristo Jesus, todos nós temos a chance de recomeçar, de receber perdão e nascer de novo.

Pr. Rogério Barros

Eliane Eugênia (Foto: Rogério Barros)

Desde a adolescência tenho gosto por escrever. Ainda quando cursava teologia me arrisquei escrever algumas coisas. Ao longo do tempo e de muitas reflexões e leituras desanimei de escrever. Eu li tantas “rasuras”, provocadas pela falta de coerência textual, nexo de causalidade ou pela falta de profundidade que desanimei. Me preocupo com a quantidade de bobagens que vejo inclusive sendo publicas e lançadas como livros, aí penso: será que o que escrevo não é visto assim também? Respeito a coragem de quem decide publicar. Lembrei de alguém que escreveu um livro no tempo da juventude, e com a experiência e o aprofundamento no conhecimento, veio o arrependimento de ter escrito o que escreveu. Já tive texto bastante comentado, outros que passavam quase despercebidos, já tive amigos e pessoas que faziam questão de ler o que eu escrevia, outros, se tornaram quase inimigos e antipáticos a mim por meus textos. Já há algum tempo não escrevo nada, apesar de ter acumulado algumas experiências, diante das quais poderia ter produzido sobre temas relevantes, como família, amizade, igreja e os de cunho teológico. Além disso, muita coisa andou acontecendo em um cenário mais amplo que até gostaria de ter emitido opinião, mas preferi o silêncio.

No dia 31 de dezembro de 2011, escrevi 12 lições para o ano de 2012, foi o texto que meditei com a igreja no Culto do Novo, postei no site da igreja, no meu blog, que já não recebia postagens ha muito tempo, além claro do Facebook. Mandei para os contatos de E-mail e recebi algumas respostas, comentários de quem jamais esperei e um e-mail que deu razão a este texto. E-mail de Eliane Eugênia Abranches, este faço questão de transcrever na integra:

“Olá Pr. Rogério, como vai? Foram bem de festas? A Thaísa e a filhona estão bem?

Estou com saudades.

Parabéns pelo texto: PARA REFLETIR (Ec. 9.10). Estou arquivando em minha pasta…

Quero aproveitar a oportunidade para pedir para que escreva um artigo sobre educação voltando para a nossa área: teologia (fazendo um link com o CEFORTE) para que possa publicar no site?

Aguardo sua resposta. Um abraço.

Eliane Eugenia.”

A Eliane, foi minha coordenadora pedagógica quando eu fazia parte do corpo docente do Ceforte em Petrópolis/RJ, me ajudou muito na adequação do conhecimento para a sala de aula. Eliane sempre leu meus textos e arquivava em uma pasta, depois de muito tempo, a pasta ainda existe.

Bom, talvez não escreva o texto que ela pediu, mas escrevo este aqui, para dizer apenas o seguinte: O e-mail da Eliane veio com um poder enorme, trouxe uma carga gigantesca de incentivo e motivação. Talvez essa mensagem me faça produzir bastante. Há um poder muito grande no incentivo que recebi. Vale muito incentivar alguém no talento que ela possua, e se escrever é um talento que tenho, a Eliane é a maior incentivadora. Minha gratidão e carinho a Eliane por tudo!

Rogério Barros

Revisão: Noele Bruno

Pra Refletir:

Texto:

Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma. (Eclesiastes 9:10)

Tema:

12 Grandes Lições para 2012

1. Busque em primeiro lugar o Reino de Deus e as demais coisas vos serão acrescentadas;

2. Construa um altar diário em seu coração e não permita que por suas portas entre qualquer sentimento que esteja no rol da maldade!

3. Conheça a Deus e assim você será mais capaz de conhecer os homens, quem conhece a Deus discerne facilmente as pessoas.

4. Exercite sua alma na prática da bondade e do amor ao próximo, assim você estará fazendo a vontade de Deus.

5. Sacrifique tudo o que te afasta de Deus, destrói sua família e te faz mal;

6. Trate as pessoas segundo o valor inerente ao fato de serem vidas pelas quais Jesus derramou o seu sangue, assim você estará sendo um verdadeiro cristão.

7. Tenha propósitos e sempre que alcançá-los, busque novos, quem vive sem propósitos segue o caminho da irracionalidade.

8. Sonhe com realidades e viva a naturalidade da existência, mas seja aberto ao sobrenatural e ao milagre, eles acontecem especialmente na vida de quem crê;

9. Resolva problemas sem protegê-los os problemas travam nossa caminhada;

10. Caminhe pela estrada do estudo e trabalho, ela te levará aonde os preguiçosos e ignorantes nunca chegarão;

11. Use a verdade e a sinceridade elas servem para purificar a alma e tornar reto o caráter, mesmo que você destrua relações que não se baseiam nelas;

12. Viva os seus dias sabendo que cada um pode ser o último!

Rogério Barros

Servo

Hoje faz cinco dias que minha filha Maria Eduarda está conosco desde o seu nascimento. Foram necessários apenas esses poucos dias para eu assimilar com proporções gigantes o tamanho da capacidade, da força, da dedicação, do amor e do trabalho de minha mãe. Guardada as devidas proporções da gestação e do que é processo de parto, além de todas as questões que envolvem o resguardo, e que eu apenas posso acompanhar em minha esposa, eu posso hoje perguntar, mamãe como você conseguiu? Multiplico por 15 todo esse processo, multiplico por 15 os cuidados que temos tido com a Dudinha e concluo, minha mãe é uma fortaleza. Reúne a fertilidade dos peixes amazonenses a força das grandes castanheiras que não se cansam de exalar o leite que alimenta a tantos e a sombra das grandes árvores para o frescor de quem caminha. Os cuidados que temos com Maria Eduarda, são muitos, um processo constantes de esterilização de todos os utensílios que usamos com ela, álcool em gel para as mãos, álcool para esterilizar o ambiente, roupas lavadas de forma especial, água fervida para o banho, preparada na temperatura certa, os cuidados de higiene com o umbigo, as vacinas, os prazos, o acompanhamento da alimentação de 3 em 3 horas. Uma complexidade que toma todo o nosso tempo. Com todos esses cuidados, me cabe outra pergunta, como eu sobrevivi? Se quando eu nasci não tinha roupa para me vestir? Como sobrevivi, se nasci no pior momento de nossa família e já havia na minha casa mais de 10 irmãos? Como meus irmãos sobreviveram, os que nasceram em condições ainda mais distante dos recursos que se vê hoje? Como eu sobrevivi se nasci em casa, nas mãos de parteira? Como você conseguiu mamãe? Pois do teu ventre nenhum se perdeu? E de teus seios jorrou leite para todos eles? Nos teus cuidados todos cresceram saudáveis, plenos, capazes e fortes? Eu tenho cinco dias de história de paternidade, minha mãe tem mais de cinqüenta anos de história da maternidade de 15 filhos que saíram do seu ventre, entre outros e netos que ela ajudou a criar, ela tem uma enciclopédia de histórias, de vitórias, de superação, de dicas, de soluções e de preocupações. Olhar para minha mãe hoje do alto dos meus 5 dias de pai, me fez concluir o quão ela é capaz, o quanto está acima da média, o quanto tem a ensinar, o quanto deve ser reverenciada, respeitada e sobretudo admirada por ser quem é, por fazer o que fez e por gerar quem gerou! Minha filha é herança de minha mãe, traz em si o gene de sua força e isso é um grande e inquestionável tesouro!

Rogério Barros

O nascimento da minha filha inicia uma nova história na minha vida. Às 19h50 do dia 12 de Janeiro de 2010, Deus nos deu a graça de sermos pais. O som de seu choro ecoa no meu coração com força estrondosamente arrebatadora. Um olhar para seu rostinho foi o suficiente para me fazer sentir uma estranha sensação de fraqueza e impotência, associada a valentia dos leões. Meu desejo era não sair de perto dela nenhum instante. Fui o fotografo e filmei todo trabalho de parto. Confesso que foi difícil, tem que ser forte. Fiquei inquieto até a hora que a enfermeira nos entregou ela. Do berçário ela veio direto para os braços da mãe. Depois fiquei com ela um tempo, agora ela dorme no berço ao lado da cama da mãe, enquanto estou aqui, sem nenhum desejo de se quer cochilar, apesar de estar com os olhos pesados. Minha filha tem algumas características minhas, outras de sua mãe.

Esperamos quase nove meses para tê-la conosco. Agradeço a Deus, em quem confio e a quem entrego a vida de minha filha, especialmente por ele ter dado a minha esposa uma gravidez tão tranqüila e saudável, agradeço a Deus pela vida da Drª Françoes Padula, que foi um anjo de Deus, com toda paciência e carinho cuidou de minha esposa desde os primeiros momentos de sua gravidez. Estou extremamente feliz pelo que Deus fez na minha vida, tenho uma esposa linda e maravilhosa em todos os sentidos, agora tenho uma filha lindíssima e que nos dará muitas alegrias. Estou feliz pelas manifestações de carinho por da de todos os meus amigos que são muitos. Enquanto minha esposa está como Zacarias, sem poder falar, por causa da cirurgia, Dudinha ensaia pequenos choros, um dos quais se tornou toque do meu celular. Madrugada adentra, não quero dormir, não há alegria mais intensa do que ficar olhando para o rostinho dela.

Maria Eduarda, minha filha, sonho dos meus melhores dias, expectativa de minhas maiores risadas, maior de minha apreensões, filha de minha alegria, meu amor! Ora a Deus para que você cresça linda, alegre, saudável, livre de todo mal, guardada de todo perigo, você é minha carne é meu sangue, é minha filha! Agradeço a Deus, porque sei que você tem a melhor mãe que uma criança pode ter, sua mãe é a maravilhosa, é forte, é inteligente, é determinada, segura de si e amorosa.

Te amo filha,

Rogério Barros

Vencer na vida!

Quem venceu na vida? Aliás, o que é vencer na vida? É ser um profissional altamente qualificado e bem sucedido? É ter uma família feliz e estruturada? É ser alguém acerca de quem todos dão um bom testemunho e dizem ser pessoa de bem? Não sei o que dizer sobre vencer na vida. Será que já venci? Será que ainda estou por vencer? A vida é realmente uma batalha que precisa ser vencida? Fomos feitos para lutar pelo quê? Se vivermos a vida achando que venceremos um dia, teremos sempre novas batalhas pela frente e vencer será sempre alguma coisa que ainda vai acontecer. Vitória e derrota estão ligadas a maneira que se vê e se vivi a vida. Quem vive tentando vencer alguma coisa, viverá sempre o desgosto da derrota, ou o dissabor de lutar por alguma coisa que depois de ser conquistada não trás em si nem a realização, nem a satisfação que dê significado ou pacificação a alma. Viver lutando, pra vencer na vida é em si uma grande derrota. Não há nada na vida pra se vencer, não há pelo que lutar, não faça da vida um campo de batalha, assim você verá em todos os lados adversários ante os quais você precisa mostrar que é forte e preparado. Vencer é um estigma de quem busca provar que pode, que é capaz. O que é confortador é que sob o signo da derrota de uma cruz ignominiosa a vida venceu o que deveria ser uma única vez vencida, a morte. E na derrota veio a verdadeira vitória, que já venceu o mundo e tudo o que nele há, a nossa fé. Se na derrota temos a verdadeira vitória, que é a vida recebendo significado e paz, e encontrando fora de si e em si mesma a real razão de sua existência, tudo o mais já é vencer, ao ponto de as aparentes derrotas serem feitas vitórias, visto que na compreensão do amor que vem da cruz de Cristo, tudo no final é vitória. Portanto, saber quem é você, encontrar significado para a vida, que não se acha em nenhum lugar, coisas ou pessoas é sem sombra de dúvidas vencer enquanto se vive. Vencer a vida e vencer a morte, pois nova vida se nos deu, para que aquela vida mediante a qual lutávamos por alguma coisa era uma vida velha, é o fim último de nossa existência nessa terra de canseira e enfado, onde os que não descobriram nova vida vivem correndo atrás do vento, tentando vencer uma batalha que não é mais para ser lutada. Quem vive sob a égide de uma nova vida, nunca perde, sempre ganha, nunca mede sua vitória pelas coisas dessa vida, mas pela certeza de que ela é tão-somente uma etapa já vencida de uma existência sem fim.

Rogério Barros

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.